Não quero sua polidez reluzente
de tão bem educada e delicada
Não quero sua delicadeza fofa
de suavidade acolhedora e indiferente
Quero mesmo é teu verbo violento
de me ferir os olhos e reverberar dolorosamente em meus ouvidos
Quero sua brutalidade em me empurrar para frente ainda que me cause ferida
e tire pedaço destes pés fincados no chão por medo de me arriscar
Se me falta coragem, que seja teu afeto a me arremessar para fora do meu lugar
e me fazer andar.
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